FRENTE 1

ADAPTAÇÃO DE MÁSCARAS CPAP

Nossa principal frente e com mais potencial para salvar vidas e desafogar o sistema. 
Funciona como uma máscara CPAP, ou seja, com pressão positiva sobre o pulmão e pode ser ligada à tubulação hospitalar ou mesmo a um cilindro. Com um filtro ligado a saída de expiração diminui a chance de o paciente contaminar pessoas que estejam por perto. 

*Processo de registro na Anvisa em andamento sob o número 25351.504734/2020-66. Veja o relatório técnico aqui.

Porque usar: Os aparelhos CPAP (continuous positive airways pressure) produzem um fluxo contínuo de ar a uma pressão constante. CPAPs ou (assim como BiPAPs e respiradores nasais de alto fluxo de O2) são normalmente o primeiro recurso usado pelo pessoal de emergência em hospitais para tratar problemas respiratórios, com o objetivo de evitar ao máximo a sedação e intubação. Em teoria um CPAP pode ser suficiente para pacientes que estão respirando normalmente, mas têm dificuldade em conseguir o oxigênio necessário.

O problema:  Ao criar um pressão positiva no pulmão de pacientes com o Covd-19  “é provável que criem um efeito de aerosol a causem um problema infeccioso”. Equipamentos de terapia não invasiva podem ser usados para casos menos severos de COVID-19, isto desde de que não potencialize a disseminação do vírus no ambiente .

O que é exatamente o que nos propomos a fazer com essa máscara experimental. O que propomos aqui é portanto um arranjo CPAP que minimiza a disseminação de vírus no ambiente.

Submetemos  este arranjo a testes no IPT  e os resultados dos testes você pode ver aqui. Apesar do uso dessa máscara estar em prática em muitos países que sofreram o colapso de capacidade de seus sistemas de saúde oferecer tratamento adequado durante a pandemia, procuramos, dentro de um espaço de tempo exíguo, realizar todos os testes possíveis. Testes em laboratório no IPT estão sendo seguidos por testes hospitalares. Veja o termo de entrega da máscara aqui.

Configuração: 

A configuração da máscara permite que seja ligada diretamente na rede de oxigênio, sem necessidade de utilização de um respirador. Disponibilizamos abaixo o modelo básico de instalação, cada local deve procurar se adequar a esta estrutura, levando em consideração os equipamentos e as conexões que possuem.

Nesta configuração está sendo usada a válvula cujo o projeto e maiores informações você pode acessar aqui.

 

Além desta configuração, apresentamos a configuração proposta pelo grupo Mergulhadores do bem da empresa Owntec, veja os arquivos aqui.

Adicionalmente, desenvolvemos um adaptador para nebulizador que pode ser usado em conjunto com a máscara. Veja os arquivos relacionados aqui.

Os nossos testes mostraram que a máscara é mais efetiva quando usada com fixadores de silicone, então para melhorar utilização destes, foram desenvolvidas presilhas de fixação. Veja os arquivos aqui.

Cuidados com a colocação da máscara no paciente:

Veja o que já saiu na mídia sobre o uso deste tipo de máscaras.

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Fotos da Frente 01

Algumas informações adicionais...

O CPAP parece ser o melhor apoio respiratório não invasivo no tratamento de pacientes com COVID-19, segundo o texto retirado do site EMCrit Project (citado como referencia bibliográfica pela Philips Repironics). Reproduzimos essa referência parcialmente abaixo. 

O modelo acima sugere que pacientes COVID podem se beneficiar muito de pressão positiva durante o tratamento. Por exemplo, se o trabalho de respirar é tolerável, os pacientes não vão precisar de muito apoio mecânico na respiração (de fato apoio mecânico pode levar a grandes volumes correntes que causam lesão). A melhor modalidade para prover muita pressão positive é simplesmente o CPAP (Continuous Positive Airway Pressure). O CPAP, que é de fácil aplicação, pode prover a quantidade de pressão positiva que permite um vigoroso recrutamento pulmonar. (https://emcrit.org/pulmcrit/cpap-covid)

O mesmo site conclui que apesar de CPAP não ser o tratamento mais indicado para pacientes COVID, pode ser muito útil nos seguintes casos:

  • Um paciente com hipoxemia piorando (por exemplo, requerendo ~50-60% FiO2) que não apresenta um quadro crítico e não tem falência de órgãos.

  • Pacientes que preferem não ser intubados

  • Falta de ventiladores mecânicos. Também podemos considerar que se o tratamento de CPAP torna-se desnecessário intubar 20-40% dos pacientes, isso aliviaria muito a carga sobre os ventiladores mecânicos.

  • A ausência de uma equipe capaz de proceder a intubação de pacientes, como é o caso de muitos pequenos hospitais.

Como em todas formas de ventilação não invasiva, o monitoramento cuidadoso é chave para a segurança do paciente. Isso é particularmente verdadeira para pacientes COVID que podem desenvolver “hipoxemia silenciosa” (podem aparentar estar muito melhor do que estão na realidade)

O papel ótimo de modos de apoio não invasivos no tratamento do COVID-19 atualmente não é conhecido. CPAP pode ser uma seleção lógica para alguns pacientes com hipoxemia moderada. Como sempre, mais evidências são necessárias. (https://emcrit.org/pulmcrit/cpap-covid)

Mais Informações sobre essa frente.

Para mais informações sobre essa frente material disponibilizado, e outras informações entre na sessão da FRENTE 01 em nosso fórum.

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